31 Outubro 2006

FIM DE SEMANA NORMAL - Comida, Shoptime e um Quase Ninguém.

Sexta me matriculei na academia em resposta à frase do Mafra, curta porém tocante:

"GORDO!"

Fiquei devendo o comprovante de residencia, o atestado médico mas já podia começar:

- Aí parceiro, tá tudo certinho, tranquilo! Se quiser fazer uma esteira, uma bike, já ta liberado.

- Já pode?

- Já, vai lá!

- Segunda...segunda...

A noite, partimos para o aniversário do Martins lá em Santa Teresa. Eu ainda não me sinto totalmente a vontade com essa galera nova, e isso faz com que eu pareça estar mais vontade do que eu realmente ficaria, resumindo: Eu pareço uma criança de 5 anos debaixo do balão gigante cheio de balas.

Rolou uma violada no segundo andar do "Santa Saideira". Rolou também um medo do mezanino despencar, uns papos tortos, outros maneiros e alguns dialogos dignos do blog:

- Minha amiga me largou aqui sozinha...

- Ahh...sei.

nota mental 1: Sozinha?! Ela não deve lembrar que essa deve ser a quarta vez que nos falamos...

Ela sacou.

- Não! Não quis dizer sozinha...

- Entendo.

- É que eu conheço quase ninguém aqui.

nota mental 2: Opa...vou ali buscar uma cerveja! / E aí, vamos cantar os parabéns?! / Lembrei que eu tenho dentista. / Ah...é...então...

- Ah...é...então...

- Que foi?

- Nada, eu tava pensando no meu blog...

- Você tem um blog? Qual o endereço?

- Você não vai conseguir guardar de cabeça. Me adiciona no orkut e eu te mando.

- Qual seu nome lá?

- Tenta: Quase Ninguém.

A primeira mulher da nossa vida nunca perde o charme...pode até perder outras coisas, mas o charme não. A minha morava aqui no prédio e depois de um tempo ela trocou a preferencia e sumiu. Uma pena, porque nós, mesmo não estando juntos, tinhamos um bom papo, nos divertiamos e ela, tinha o charme...

No sábado acordei com a TV ligada e presenciei um show de horrores dois em um. Gilberto Barros, o Leão, estava lançando um CD. Enquanto eu permanecia de olhos fechados, na cama, era difícil de acreditar no que eu estava ouvindo. Depois que abri os olhos e vi ele fazendo caras e bocas para cantar, pondo a mão no ouvido e fechando os olhinhos eu tremi de medo. Mudei de canal. Logo mais tinha festa do Beto, lá no Grajaú.

Eu moro, praticamente no Grajaú, e mesmo assim ainda me perco por aquelas ruas.

flashback 1: Saí de casa a pé, fui até o Grajaú e adivinhem? Me perdi.

- Opa amigo, você sabe como faço pra chegar no Tijolinho?

- É sério? Qualquer idiota sabe onde fica o Tijolinho...

- Ah é, mas é que eu não moro aqui...

- Mesmo assim...

- Porra, vai dizer ou não ?


As festas do Beto sempre foram uma orgia alimenticia. Dessa vez foi em dobro. Salgadinhos diversos, Pastinhas de salmão, ricota, tomate seco, canudinho de bacalhau, sanduiches a metro, ovinho de codorna, docinhos, pão de mel, bolo etc. Tudo em grande escala. Só começamos a conversar depois de comer tudo que era possivel. Mariana foi quem abriu a conversa com uma dica :

- Gente, respira curtinho que dói menos...

Tobé contou sobre sua aventura para cortar o cabelo, mas isso vai ficar para o próximo post dele. O Fernando voltou da cozinha com a cerveja.

- Ae Fernando, entrei pra academia.

- Tô sabendo, já tá rolando o bolão.

- Qual teu palpite?

- 3 dias.

- Já ganhou.

A Camila, esposa do Beto esta grávida e ficamos viajando em como serão as festas futuras da galera.

- O que eu sei é que nas próximas festas o Beto vai aparecer com aquelas camisetas com um pézinho de criança borrado de tinta escrito "super pai" em cima.

- Ou aquelas estampas da familia no zoológico com uma daquelas bolas prateadas cheias de Helio amarrada no carrinho.

- Eu quero ver quando o Emilio tiver um filho. Vai pagar os pecados.

- Eu sou prevenido, meu filho vai chegar nas festas dentro de uma jaulinha, e só vai sair de lá depois que boa parte das crianças já tiverem ido embora.

A familia do Beto notou nosso apreço pelos quitutes servidos e fez para cada um de nós uma quentinha monstro. Antes de ir embora o Tobé parou de frente para uma vela decorativa de cabeça de abóbora e gritou para a Camila:

- Essa abóbora é de comer?!

Outro dia encontrei com ela no elevador, estava voltando de uma festa. Puxei um assunto qualquer e antes de sair abracei ela. Nada rolou. Eu devia ter pego o número do celular, ou algo assim. Foi um raro momento em que encontrei com ela sozinha. Na anterior ela estava com uma "mulher" que quando notou meus olhares, estalou os dedos, ajeitou o saco e coçou o cavanhaque...

Antes mesmo de voltar pra casa, Valeska me ligou dizendo que estava com o Pelé no diagonal. Chamou eu fui.

- Olha aí o doce!

Joguei a "bandeja" de docinhos da festa e a galera foi ao delírio. O fato é que quando junta eu, Pelé e Valeska numa mesa de bar, o assunto varia entre sacanagem-babaquices-sacanagem.
Comentamos sobre quem pegou quem no elenco, feijoadas da casa do Pelé, shows de cada um, quem pegou quem fora do elenco, quem pegou quem na feijoada da casa do Pelé e lápras tantas o assunto chegou no flat mal-assombrado que a Valeska morava.

- Tinha espíritos lá, eu lembro muito bem.

- Tá amarrado...

- Eu sempre deixava a TV ligada no Shoptime na hora de dormir.

- No Shoptime?

- É, por que o shoptime é a certeza de um mundo real. São pessoas vendendo coisas para outras pessoas. É uma realidade instantanea. Imagina acordar de um pesadelo e dar de cara com um filme de terror no corujão? Ou com uma encenação do "fala que eu te escuto"? O shoptime é real!

- É verdade...nunca pensei nisso.

- Pois é...e na pior das hipoteses ainda tem um telefone na tela para você ligar. "Alô, não quero comprar nada. É que tive um pesadelo e preciso conversar com alguém."

- Brilhante Valeska!

Falamos sobre as teorias insanas de cada um. Eu expliquei rapidamente o fenomeno das festinhas de criança:

- Sambou descalça no fim da festa, podes crer que é a Madrinha. Sempre a Madrinha. É ela a primeira a ficar descalça pra sambar.

O papo acabou na madruga e fomos pra casa.

Acordei tarde no Domingo e quase não votei. Quase. Fui naquela preguiça, olhando pra chão para tentar achar algum número pra colar. Não lembrava qual das 6, era minha seção:

- Emilio Dantas.

- Não é essa.

- Já vi que isso vai ser divertido.

- É...muito provavelmente será a última que você procurar.

A garota estava certa. Pensei em escrever um projeto para as próximas eleições. Voto pelo telefone. Quem concorda levante a mão.

A noite fui assistir a última apresentação do "tv temas" um musical que tinha a participação do Liô na bateria. brilhante! Com toda essa exploração enjoada de festa Ploc, os caras conseguiram fazer algo completamente diferente com o mesmo material. Pena que foi a última apresentação. destaque para a piada: "Foi confirmado: Tony Ramos e Claudia Ohana não são os pais do Chewbacca."

Adivinha quem apareceu na área? Ela vota aqui. Talvez a única coisa boa que as eleições proporcionam é a volta de pessoas que sumiram. Subi no elevador com ela...e o irmão. Decidi esperar na janela a hora em que ela sairia e ai algum plano surgiria. Ela saiu e o estalo foi descer correndo, pegar o carro, passar pelo ponto de ônibus como quem não quer nada e oferecer uma carona.

Ela entrou no carro e seguimos botando o papo em dia, rindo de velhas estórias e para minha surpresa ela tambem procurava uma brecha para conversar comigo de novo. Acabamos nos beijando e prometendo nunca mais perder o contato. Acabamos o dia na praia relembrando a primeira vez.

Se a vida fosse um filme seria assim.

Saí com o carro e não a achei no ponto de ônibus. Em nenhum dos três. E peguei um transito filha da puta pra voltar pra casa.

27 Outubro 2006

DIAS NORMAIS - Comida de fazenda e panela do dente.

Pois bem, terça-feira acordei assim que me acordaram. Telefone:

- Fala pai.

- E aí, vai querer vir pra Piraí?

- Yes Sir.

- Então, me encontre no aeroporto. Vim deixar o palestrante.

- Ok.

As pessoas costumam se assustar comigo nos elevadores ... antes d'eu entrar neles. Isso por que eu fico com a cara na janelinha, igual cachorro que roça a porta esperando o dono. Dessa vez, quem arregalou os olhos foi o Gilberto, um coroa gente fina que mora aqui no prédio.

nota mental1: E agora? 3 andares de silêncio ou um papo qualquer? Vou comentar sobre o incêndio...

- E aí Gilberto...os bombeiros estão virando fregueses né?

- É..

- ...

nota mental2: Acho que ele não gostou muito do comentário ... e acho também que aquela minha dúvida quanto a mulher que se jogou do 14 ser parente do Gilberto acabou.

Lembrei que o Gilberto é taxista.

- Vai começar a labuta?

- Sim.

- Então me leva no aeroporto!

- Simbora.

No caminho fomos conversando sobre o universo taxista, que, óbvio, sempre acaba em mulheres gostosas na rua e assaltos. "Olha aquela bunda" e "Tu soube?" respectivamente.
Não cabe aqui contar sobre o "olha aquela bunda", até por que a graça era realmente olhar aquela bunda.

nota mental 3: Que bunda!

O "Tu soube?" era bom.
Uma familia, pai, mãe e filho pequeno, estava de carro nos arredores do Borel, quando foram assaltados. Dois caras armados entraram no carro e mantiveram toda a familia dentro, numa tentativa de sequestro relampago. Acontece que após alguns minutos de terror, o carro foi abordado novamente, por outros dois assaltantes.

- E aí?

- Aí, parece que os dois primeiros não eram da área e os outros dois deram uns esculachos neles.

- E a familia?

- Sei lá...

- ... sei...

- É sério. A familia é secundária...o legal da estória é o encontro dos bandidos!

- ... sei ...

Desde que esse apartamento se tornou o lar de um cara sozinho, que as baratinhas francesas aparecem para dar um oi. Nunca me importei muito com elas. Eram educadas, apareciam uma por vez, talvez para não me assustar. Bem, como eu morava sozinho, resolvi tornar a relação harmoniosa...

Chegamos no aeroporto. Meu pai estava esperando um outro cara que chegaria de São Paulo e dariamos carona ao sujeito. Paulo.

- Que isso?!

- Tô escrevendo o nome dele nesse papel. Eu não sei quem é.

- Ok pai, mas isso é um guardanapo e uma caneta bic.

- Que que tem? Ficou bom?

- Não.

O guardanapo foi pro lixo e tentei exercitar meus conhecimentos gerais de esteriótipos. "Paulo, corretor de seguros, paulista...". Apareceu um cara no desembarque. Cabelo engomado, óculos, terno preto e gravata roxa, pasta james bond e uma cara de "fudeu, tô no Rio e vou ser assaltado a qualquer momento!". Era ele. Ou melhor, foi. Meu pai me puxou pelo ombro para irmos embora, o tal Paulo estava de calça cargo, óculos escuros, camisa polo e uma cara de "fudeu, estou no Rio e esses caras vão me assaltar a qualquer momento!". Pelo menos acertei uma.

- Tu fuma?

- Não.

nota mental 4: Ok, eu vou no banco da frente, batendo as cinzas do meu cigarro naquele vento "leve" da estrada ... boa viagem!

No carro as opções eram: Tentar estabelecer um papo entre um músico carioca fumante e um paulista corretor de seguros não-fumante, ou pendurar o i-pod no ouvido. Preciso dizer?
Estava tocando "Legalizacion" da banda SKA-P. Ri sozinho.

Flashback 1:
Tendo que levar meu irmão mais novo em casa, aproveitei para testar o cd que acabara de gravar. Tava lindo. Botei o som berrando e partimos. O monza era tão preto, cheio de insufilm, e com um pino-bola que tampava a placa traseira que quase não era parado em blitz. Paramos. Eu estava tão preocupado em achar a habilitação que nem abaixei o som, e assim que o senhor seu poliça meteu o carão na janela, os falantes berraram:




"LEGA-LEGALIZACIÓN!

CANNABIS de calidad y barato.

¡LEGA-LEGALIZACIÓN!

CANNABIS basta de prohibición. "


O resto é a velha estória.


Chegamos no hotel-fazenda e fui diretamente desafiado pelo Júnior Dj no ping-pong.
Acontece que o Júnior é um péssimo perdedor, e mineiro. Ao contrário do péssimo perdedor comum, que pára tudo no meio, joga a raquete longe ou quebra a bolinha, o péssimo perdedor mineiro é sonso. Ele perde, aceita, mas não assume pra ninguém. O placar final foi 8x5 pra mim.

Fomos almoçar com o resto da galera. Comida de fazenda. Isso sim é coisa boa!


nota mental 5: Só não é melhor que aquela bunda. Que bunda!

Arroz com brocolis, caldinho de feijão, peixe e quiche ( ou conduíte, segundo o Fabrizio ) de presunto. Peguei os talheres e encontrei o povo já almoçando.
O bruno foi quem puxou a conversa.

- Tu perdeu a pelada ontem.

- Foi maneira?

- Foi, o Júnior perdeu.

- Perdi nada! Vocês jogaram bem, mas eu não perdi não...

- Como não?

- Não vou nem discutir contigo Bruno. Te vejo no ping-pong!

Júnior levantou e saiu da mesa.

- Vai ver mesmo! Só por que ganhou do Emilio tá achando que joga muito...

- Opa! Como é?! O Júnior me ganhou?! Quem te disse isso??

- O Júnior. Quatro a zero...que vergonha...


Com o tempo as baratinhas começaram a aparecer em casais. Eu que não passo fome, deixava algumas migalhas do que estivesse comendo em cima da pia. Nem eram tantas assim...


Depois do terceiro prato só mesmo o quarto e a cama.
Júnior estava largado na cama dele vendo um desses programas de fofocas que passam a tarde, e para a minha surpresa, ele era uma dessas pessoas que conversa com a TV.

TV: Estamos aqui com essa mulher que diz ser massagista do Gianecchini e tem uma bomba para nós...ele gosta de massagem nas axilas.

JÚNIOR: Ahhh peraí...minha mãe é massagista e ninguém massageia o suvaco!

TV: Você não pode perder o "troca de esposas" essa noite! O que acontece quando duas familias trocam de esposas por uma semana?

JÚNIOR: Que brincadeira de mau gosto...

TV: Quem nunca foi cumprimentado por alguém que a gente não faz a minima ideia de quem seja?

JÚNIOR: Ihhh eu! Direto!



Dormi e só acordei na hora da festa. A paulistada dançava engraçado e eu acabei dançando com o pessoal que fazia a recreação do hotel. A mais figura era a Denise, uma negona de 2 metros de altura boba que só ela.
Júnior encerrou o som seguindo ordens da chefia. A galera chorou e conseguiu mais duas saideiras. No final da segunda música olhei para o CDJ e o Júnior tinha sumido. Saquei logo qual era. Sempre que tocava a saideira, o Júnior saia de fininho pra ninguém pedir mais música nenhuma. Coube a mim assumir a parada e jogar um último efeito pra encerrar a noite.

Encontrei com o povo do hotel no bar da piscina pra continuar a festa. A Denise protagonizava um teatro doido com um figura de lá. A cena era uma ouvinte-bebada-barraqueira-pé-de-morro ligando pra uma rádio:

- Pois não, estamos no ar, quem fala?

- É MARIAAAA!

- Maria, gostaria de pedir uma música?

- EEEEEU NÃO, ESSAR MÚSICA DE VOCÊS É TUDO HORRIVREU!

nota mental 6: Na hora foi engraçado...

Uma das meninas era bonitinha e comecei a jogar um papo. As coisas foram dando certo. O dia estava raiando e conforme a luz do sol ia surgindo a verdade ia acompanhando. A palavra "corre" surgiu na minha mente no meio do abraço. Obedeci.

Acordei pouco antes do almoço e pra acabar com a dúvida, convoquei toda a galera pra presenciar a verdade sobre o ping-pong. Júnior perdeu de 4x0.

- É por que eu tô cansado.

Mais comida de fazenda e partimos pro Rio.
No carro me dei conta que estava com saudade "dela", mas isso era outra estória.

cheguei em casa e dormi, acordei atrasado para o ensaio e sai voando. Cheguei no estúdio tentando fazer uma cara de quem teve uma grande dificuldade para chegar a tempo, o teatro deu resultado, só esqueci de pensar em uma resposta:

- Que houve cara?

- ...

- ...

- Dormi!

Passamos as músicas novas e muitas idéias boas surgiram. Mafra nos intimou a ir para o show do Jay Vaquer no Odisseia, e já eram meia-noite.

- Cara, vamos lá porque eu quero que tu ponha cara lá junto comigo sacou?

- Ok. Mas já são meia-noite, tua mulher já disse que o show acabou e aquilo deve estar vazio.

- Cara, sempre fica a galera lá bebendo!

- Que galera?!

- Vamos lá.

Chegamos no Odisseia. O show tinha acabado. Não tinha niguém bebendo.

- Bom...então vamos ali no Arco-Iris.

Foi legal, batemos papos produtivos e o Mafra teve algumas visões envolvendo cinema, roteiros e o cumpadre Leandro Ravaglia.


Elas começaram a aparecer aos montes, e nem eu sei de onde veio tanta barata. Abri a geladeira e ploft, despenca uma baratinha da porta. Armario, idem. Comecei a ficar preocupado...


Acordei plugado no msn. Descobri que "ela" também teve saudades, que bonito isso! Ah e também que "ela" começou a namorar na terça.

- Legal! - Sorriso pra baixo.

Mafra disse que eu engordei. Concordei. Tava com dentista marcado e já que estava cuidando da saúde, resolvi procurar uma academia e parar de fumar.

Antes de sair para o dentista, entrei no orkut, e instigado pela coluna preferida do Tobé, dei uma olhada na sorte do dia.





" O vício de hoje poderá ser a virtude de amanhã"




Será que eu sou o próximo Marlboro Man?!



Na dúvida, deixei o plano de parar de fumar para as promessas de fim de ano. Vamos dar um crédito ao Orkut!


A dentista foi um amor. Um amor de açougueira! Me deu anestesia até eu gritar "ADRIANNNNN" com a boca caida pro lado. Cavou o canal e deixou tudo certo. Saí do consultorio com aquela sensação de que aquela boca não era minha e peguei o ônibus.

Quando chegou no meu ponto, tentei assobiar para o motorista abrir a porta. E é claro, a boca não respondeu. Conclusão: Saltei um ponto depois mirado pelo olhar matador da senhorinha que levou uma rajada de perdigotos na minha tentativa de assobio.

Hoje fui beber água e tive que descobrir qual copo não tinha barata. Achei um e quando me aproximei da pia, tive a sensação que uma das baratinhas avançou em mim. Dei um passo pra trás e olhei para ela, e sim, ela estava em posição de ataque, imponente! Senti que se eu conseguisse um silencio pleno na cozinha, seria capaz de ouvir elas arquitetando a rebelião. Falei sozinho " Essa cozinha precisa ser dedetizada logo". Surgiram mais baratinhas para se juntar à pequena "willie wallace" da minha cozinha. A palavra "corre" surgiu na minha mente. Obedeci.


26 Outubro 2006

Eu realmente disso pro Emilio que é difícil escrever quando se passa muito tempo em casa, já que a inspiração fica escassa. Mas é mais difícil ainda escrever quando o tempo fica escasso. Mesmo quando se consegue pensar em coisas promissoras para publicar, o tema que parecia bom acaba caindo no esquecimento ou ficando difícil de desenvolver. E é por isso que da minha parte, esse blog anda mais abandonado do que filho do Pelé.

DA SÉRIE "SORTE NO ORKUT" - É LOGO ALI...

Sorte de hoje:
Você viajará para muito longe

- Isso é fato. Semana que vem vou para USA (União de São Gonçalo-Alcântara).

23 Outubro 2006

TOBÉ TINHA RAZÃO...

...é difícil escrever quando se passa a maior parte do tempo em casa. É preciso ver gente, ouvir conversas alheias no ônibus, enfrentar filas de banco, etc.
Estou indo amanhã para Barra do Piraí para mais um evento, e vou prestar mais atenção nos fatos.

Em tempo: Os bombeiros estiveram aqui no prédio de novo, dessa vez era um apartamento enfumaçado em algum andar que eu nem fiquei sabendo. o fato é que alguma velhinha deixou a carne no fogo e dormiu. Os bombeiros chegaram a tempo de apagar...a carne.

08 Outubro 2006

O LADO DO LEBLON QUE MANUEL CARLOS NÃO MOSTRA.


Fiquei na dúvida entre um X-EGUE, um X-BAICON ou a SALADA D/ATUN. Acabei comendo o X-BURGUR.



06 Outubro 2006

DA SÉRIE "SORTE NO ORKUT" - SENTA NO COLO DO PAPAI NOEL

Sorte de hoje:
"Se seus desejos não forem extravagantes, eles serão realizados"

Sendo assim, me dá um pastel e um caldo de cana.

05 Outubro 2006

CARTOLA, CINEMA E UM BANDO DE GENTE METIDA A BESTA.

Não, não tô falando dos produtores, criadores, diretores e sequer dos parentes e amigos do velho Cartola. Me refiro ao público! Esse sim, senta nas poltronas do cinema com o rei na barriga.

Fui parar no Festival de cinema do Rio mais uma vez, de graça. Não sou amante de filmes "cult". Não decoro nomes de diretores que terminam com "óvisk", "évisk" e derivados. Não sento no cinema com óculos de aro vermelho, com a mão no queixo dizendo "ahh, humm...interessante". Não fico para aplaudir os créditos. Não.

O filme era sobre a vida do Cartola.

Se me perguntassem, antes do filme, quem era o Cartola eu diria:

- Era um coroa bacana que cantava "As rosas não falam", tinha o nariz preto ( e sei lá eu porque ) , usava sempre óculos escuros, casado com Dona Zica e Boemio.

Depois do filme:

- Era um coroa bacana até demais que cantava "As rosas não falam" e muitos outros sambas lindos que eu não sei o nome. Tinha o nariz preto devido a uma cirurgia plástica inacabada, usava sempre óculos escuros, foi casado com Dona Zica e muitas outras e era a boemia em pessoa. Ahhh e saiu bem pra caralho nessa foto aí!

Ok. Fim de papo. O Cartola era mesmo um cara fodão. Genial, e como todo genio, não achava isso. Morreu sem grana, mas teve e torrou no que lhe fazia feliz. Tinha um bom humor que não dava pra sacar se era ingenuidade ou malandragem, apostei na segunda, pois para convencer ingenuidade tem que ser muito malandro! Falava do samba como algo normal, sem enaltece-lo um momento sequer. Tinha uma passagem do filme que falava sobre a venda de samba. Cenas que mostravam os ricaços e os malandros negociando letras e harmonias. O velho disse:

"Vender samba?! Pra que?! Pra que um sujeito vai comprar ... samba?!"


Foi no cinema que eu tive a resposta: Pra dizer que é malandro!
Pra que um cara decora os "évisk's"? Idem.
Sentado lá na minha cadeira, recém colada num chiclete, eu pude perceber as idiotices e a má educação desse povo.
As luzes se apagam e recebo um raio na cara.

- Posso sentar aí?!

Também me perguntei por que o lanterninha estava procurando lugar pra sentar, mas não, não era o lanterninha. Era apenas um cara com uma porra de um celular que tinha uma luz forte pra caralho, apontando aquela merda na cara dos outros. E o "posso sentar aí" dele não era singelo, era como se dissesse " Será que você é mais fã do Cartola do que eu pra ficar sentado e eu em pé?! Canta aí!". Ficou em pé.

O filme começa com um samba triste, e o enterro de Cartola. Alguém canta junto da platéia. Bonito isso. Mas na cabeça dele o povo não percebeu que ele sabia MESMO o samba e começou a cantar mais alto. Algumas pessoas chiaram em protesto, outras tentaram cantar mais alto que ele e teve quem engoliu seco e esperou o próximo samba para provar ao mundo quem era o verdadeiro fã do Cartola.

Do meu lado, um outro sujeito fala sobre a beleza da fotografia, o enquadramento e a excelente dinamica que a imagem e a estória criam. Durante o filme. Em determinado momento, o narrador fala sobre o ostracismo de Cartola, e a tela fica preta. Apenas as vozes contando sobre a "escuridão" que Cartola viveu. Aí o "Genio" do meu lado berra, isso mesmo, berra: " CADÊ A IMAGEM PORRA!!!???". A resposta foi mais breu, e chiados pedindo silêncio.

Alguém levantou para ir ao banheiro. Chiaram. Um celular tocou por meio segundo. Chiaram. Eu fico me perguntando como esses filhotes de quenga que ficam chiando no cinema assistem a um filme dentro de casa. Se eles chiam para qualquer ser humano que quer ir ao banheiro ( pois é, olha que incrível...as pessoas vão ao banheiro! ), ou que atende ao celular é provável que espanque a própria mãe quando esta atrapalha seu entreterimento por necessidades fisiológicas.

flasback único: Fomos assistir a um filme no extinto Art Palácio. Eu, Rapha ( meu irmão ) , Robson ( meu primo ) e algumas garotas que é óbvio que eu lembro os nomes.

Robson:
Se eu fosse vocês, cruzaria as pernas.

Garotas:
Por que?

Robson:
Por que dizem que aqui nesse cinema é cheio de ratos.

Rapha:
Caraaalho!

Conclusão, Rapha foi parar na primeira fileira seguindo ordens do lanterninha que estava seguindo ordens da mulher que tomou uma bica na cabeça de um maluco que levantou as pernas com medo de rato.


O filme acabou com aplausos...até terminar todos os créditos.
Na saída tinha um casal comentando sobre o filme, a mulher perguntando pro cara o que ele tinha achado. Ele tirou os óculos de aro vermelho e respondeu:

"Ahh, hummmm ... interessante."

OH ! QUERIDA - Som da Rua & Os Britos


Mais um show do SOM DA RUA, dessa vez com OS BRITOS na Melt. Eu escreveria sobre emoção, ironias, arte e bons momentos. Porém, prefiro resumir tudo no bom e velho Rock!
É isso, pra isso e só isso! Cantamos Oh! Darling com toda vontade do mundo, Os Britos com a vontade de surpreender os Beatles e nós com a vontade de supreender os dois. Me joguei mesmo, berrando! Afinal, quando os caras disseram "Quando você me disse que me deixaria eu chorei e quase morri" eles deram aos cafajestes um hino para se gritar. E eu gritei...de joelhos que é mais Rock'n Roll como disse o Clower...

02 Outubro 2006

FIM DE SEMANA NORMAL - São ( Paulo ) e salvo das eleições.

Sexta-feira chegou um pouco menos cinza do que o resto da semana. Com gasolina na towner, eu pude ir até o show da banda Dínamo, em botafogo. Também pude me dar ao luxo de errar o caminho umas três vezes até achar o local, depois foram mais três voltas para achar uma vaga, mas isso é tão normal que nem precisava entrar aqui.

Encontrei por lá uma figura que seria saudosa se não tivesse sobrevivido de um enfarto.

- E aí cara, como anda esse coração depois do susto?

- De qual deles?

Ok, foram dois enfartos. Eu é que não estava sabendo. Era Victor Neto, o nosso Roadie 02.
O bichinho rala pra caralho. Gente fina, e com a vida conturbada de Roadie era bem provável que um dia isso acontecesse durante o trabalho.

- E quando foi isso cara?

- Foi em casa. Vendo o Jornal Nacional.

É, deve ser problema de família mesmo.

Pra beber tinha Chopp, Stella Artois e aquelas bebidas esquisitas que os bares inventam. Apostei na segunda. Um cara que estava ao meu lado no balcão era adepto da terceira.

- Me vê um Caipisaquê!

Ultimamente, quando escuto esse tipo de coisa, penso logo no blog. Voltei rindo pro meio da galera e comentei sobre o fato. Enquanto eu ria a Andrea completava.

- Ihh caipisaquê só é bom com uva e manjericão!

Hora da risadinha pra baixo. Ela falou sério, mas até agora eu tenho minhas dúvidas.

A banda era bacana. Estilo bailão mesmo. Músicas de rádio pra empolgar gente.O som da casa é que não ajudava muito. P.Azinho bem fuleiro. O povo começou a debandar e lembrei do bar novo onde o Paulete estava trabalhando.

Flashback 1: Sentei no aconchego carioca, o famoso bar-minha-casa e prosa vai, prosa vem a Katia me contou.

- Paulo ta com uma receita de croquete muito boa! Rendeu até um apelido.

- Qual?

- Paulete, a rainha do croquete.

O bar fica no Jardim Botânico. Chegamos lá junto com a chuva. O dono do bar é um antigo fregues do Aconchego. Na parede, uma bela TV de plasma passava um show do U2. No fim.

- Qual DVD eu ponho, Emilio?

- Põe o que você quiser cara, pelo visto aqui rola um bom gosto.

- Porra, já sei! Esse tu vai curtir!

Me acomodei no banquinho e dei de cara com o Dinho Ouro Preto na tela com Acústico do Capital Inicial.

Nota mental 1: Que merda!

- E aí? Maneiro?

- Muito! - "Sorrizei" pra baixo.

De repente, a figura em comum saiu da cozinha.

- Fala paulete, tem croquete?

- Vai se fuder!


Ao invadirem um laboratório de pesquisas com macacos, um grupo de ativistas pelos direitos dos animais encontra chimpanzés presos em jaulas diante de telas que exibem cenas de extrema violência. Ignorando os avisos do pesquisador, que insiste em afirmar que os animais estão ‘infectados’, eles libertam os chimpanzés e são imediatamente atacados pelas criaturas enfurecidas.

Exterminio é um filme de zumbis. Bem legal, até onde eu vi. Sempre que chegava na metade eu tinha algo pra fazer. Um churrasco, um ensaio, uma saída. Nunca vi o final, e isso me fez pensar se aquilo era um aviso. Será que o filme só era bom até a metade? Era uma hipótese, mesmo assim, a curiosidade era grande. Enfim, paciencia...



Saimos do bar junto com a chuva. Deixei a Andrea em casa com o dia claro. Só faltava agora deixar a chuva. As 6:00hs Renata me ligaria para me "acordar", tinhamos um avião pra São Paulo. As 6:00hs ela me ligou e eu estava de volta da padaria, com o café. Arrumei a mochila correndo e partimos.

Parei no aeroporto pra comprar uma água e a moça do caixa sustentava um jornal com uma manchete monstro na primeira página:

" Avião da GOL caí com 155 passageiros."


Perguntei à ela se não seria mais interessante ler o resumo das novelas. Ela riu e rebateu: "Boa viagem!"
O avião não caiu, não capotou e nem paramos em uma ilha deserta misteriosamente. Chegamos em São Paulo e eu finalmente pude dormir.

Lá pras 18hs acordei com fome. Marcela me pegou de carro e fomos comer em um dos 5.438 plágios do McDonald's que existem em São Paulo. O sanduiche veio acompanhado de salada, batatas e para minha surpresa metade de um milho cozido num palito.

- Que isso?!

- Milho.

- ?!?

- ...

- Tem caipisaquê?

- Como?

-Nada não.

Não comi o milho. O programa era ir pra casa de uns amigos. Enfim, em se tratando de São Paulo, era o programa mais carioca que poderíamos fazer.
Na casa estava rolando um jogo com cartas.

A - Escolha uma pessoa da roda para beber;
2 - Escolha duas pessoas;
3 - Escolha três pessoas;
4 - Adivinha...
5 - Crie uma regra para a mesa, se alguém não obedecer, bebe;
6 - Cite uma marca qualquer, se alguém esquecer, bebe;
7 - Quer ir ao banheiro? Só se tirar o 7;
8 - Ponha a mão no rosto, o último a faze-lo bebe;
9 - Ponha o dedão na mesa, o último a faze-lo bebe;
10 - Cite um verbo e todos acompanham a terminação ( ar, er, or e ir), esqueceu? bebe;
J - Você bebe;
Q - As mulheres bebem;
K - Os homens bebem.

" Por que não simplesmente beber?". De qualquer forma, confiando na minha memória, entrei no jogo que já tinha mil regras, tais como: Fumar sem usar o indicador e o anelar, não usar a palavra você, não falar o nome de ninguém e por aí vai.
Munido de minha experiencia mágica, fiz sumir todas as cartas que me obrigavam a beber. Com o tempo foram sumindo também os Reis e as regras.
Depois do jogo uma das meninas, me vendo brincar com o cachorro da casa, confessou emocionada:

- Eu gosto de gatos!

- Legal.

- Eu tive um gato, mas ele morreu

- Que chato...

- ...De AIDS!

- É, eu...peraí! Morreu de que?

- AIDS.


Tentei um sorriso mas isso quase fez ela chorar. Era sério. Fiquei meio descrente e ela explicou.

- As pessoas pensam que a AIDS veio do macaco, mas a verdade é que elas vieram dos felinos...

Lembrei dos macacos do Extermínio. Será que no fim do filme apareceriam os gatos aidéticos? Não. Acho que não...

- Sei...tudo bem, eu sei de um outro jogo!

Ensinei "MÁFIA" pra galera e eles não queriam mais parar de jogar. Depois veio o papo de Rio de Janeiro, e perguntas sobre artistas que se ve todo dia por lá.

- Alceu Valença tá sempre na praia, A galera global tá sempre na pizzaria Guanabara e por aí vai...

- Eu amo o Alceu! E o Geraldo você já viu?

- Que Geraldo?

- Azevedo!

- Não, taí um cara que eu nunca vi por lá. Só em show. Mas seria maneiro...


Voltei pra casa as 10 da manhã. Acordei as 14hs pra encher o bucho de carne numa churrascaria Rodízio. Depois dormi de novo.

De volta no avião, depois de muito trocar de lugar, achei um canto pra ficar. Não fazia idéia de qual era minha cadeira, e na altura do campeonato sentar na cadeira certa poderia derrubar o avião. Era da GOL. Na minha frente tinha uma menininha de uns 8 anos viajando sozinha. Abri meu livro e prometi a mim mesmo não tentar qualquer contato com ela devido a um trauma do passado.

flashback 2: Entrei no 226 e me sentei atrás de uma senhora que acompanhava seu netinho de uns 7 anos. Ele tinha sindrome de Down. O garoto se ajolhei na cadeira e virou para trás me encarando. Eu resolvi fazer uma graça:

- Que que tu ta me olhando, cara?!

Ele riu e se escondeu atrás da cadeira. Logo estava de volta me encarando com um sorrisão de quem estava curtindo a brincadeira. Após repetir o ato umas três vezes, mudei a dinamica. Quando ele me encarou de novo eu fiz uma careta bem idiota, com a lingua pra fora e os olhos envesgados. Congelei a careta e o pequeno me olhou sério. Deu umas balançadas com a cabeça em reprovação como quem diz "que idiota" e virou pra frente me deixando lá, congelado na careta. Antes que alguém começasse a rir da minha cara, eu puxei a cordinha e fui pra rua atrás de outro onibus.


A menininha virou pra trás.

- Você gosta de ler?

Não ia dar esse mole pra ela.

- Não, eu gosto de ver as capas dos livros.

- Mas você esta lendo!

- Tô não. To me abanando com as páginas!

- Tá nada, olha aí! Você ta lendo!


Ok. Apelemos para o terror psicológico.

- Tá bom, eu tô lendo. Mas isso é um segredo hein! Eu recebi uma mensagem de Deus dizendo que se eu não ler essa página o avião vai cair!

- Você já leu ela toda?!

- Não...tô na metade. Se você não deixar eu ler já sabe né?


Funcionou. Ela virou pra frente. Dois minutos depois eu descubro uma mão pequena no vão das cadeiras batendo na minha perna.

- Já leu!?

- Você conhece um negocio chamado aparelho de choque?

- Sim! Por que?

- Por que eu acabei de ter uma idéia envolvendo um e a sua mãozinha!

- OBA! ME DÁ UM CHOQUE!


Eu não contava com uma criança masoquista. Enquanto o avião pousava ela repetia em voz baixa:

- Quero que um avião caia em cima de mim, quero que um avião...

Me assustei com aquilo e resolvi o problema no desembarque

- Olha, ta rolando uma promoção da GOL. As crianças que sairem primeiro do avião ganham uma viagem pra Disney!

Ela saiu correndo.

De noite, já no Rio liguei pra Andrea e fomos pro SEMENTE, na lapa, onde estava rolando um sambinha. Quem estava lá era o Yamandú Costa. Me escondi.

Flashback3: Estava no DEMOCRÁTICOS achando que deitar nos ombros das mulheres que passavam era uma boa cantada. E claro, não era, mas a gente se divertia. Foi quando vi de rabo-de-olho uma gordinha passando do meu lado. Decidido ao golpe de misericórdia deitei bonito na gorda, com toda vontade! A gorda me empurrou pra frente com cara de poucos amigos. Avisei ao Tobé que tinha deitado na gorda e que ela poderia me bater a qualquer momento.

- Que gorda, cara?

- Essa aí atrás.

- Mas isso não é uma gorda!

Era o Yamandú.


Curtimos o som, piadas sobre o Yamandú e até dançamos um pouco, quando de repente, sem aviso nenhum o cantor chama para o comando um senhorzinho bacana que baixou ali sem ninguém esperar. Era o Geraldo Azevedo.
Tocou tudo que a galera pediu: Ela é bonita / Dia Branco / Bicho de 7 cabeças e Taxi Lunar.
Foi um momento muito bacana, ver o povo pedindo silencio para ouvir o cara. As pessoas ( eu era uma delas ) em cima das cadeiras para ve-lo melhor. Raro, e inesquecível.

Deixei a Andrea em casa e antes de partir pra minha, pausa para um sanduiche do Am/Pm. Dentro da loja as pessoas comiam de olho na TV que mandaram instalar para que você "se sinta mais em casa". Peguei meu sanduiche e me juntei a massa. Não era resultado de eleições, nem corrida e muito menos algum fight imperdivel. Era um filme da globo, já no final. EXTERMÍNIO! Quase não acreditei. Fiz as contas e descobri que aquele filme durou, para mim uns 2 anos. O final não era tão bom assim, mas gostei pelo simples fato de estar vendo o final... finalmente!

Paciência! Paciência... agora penso. Será que a paciência existe mesmo?
Se a gente quer uma coisa e esquecemos dela no meio do caminho, quando ela acontece finalmente, tivemos paciencia ou apenas esquecemos dela por um bom tempo?