30 Janeiro 2007

QUANDO NÃO ESCREVO - A evolução de um desenho...





Achei esse rascunho abandonado aqui em casa. Acho que fiz isso tem uns 6 meses.








Aí, hoje, com toda paciencia que tenho pra detalhes, eu cheguei a isso...









Talvez por pressa, ou empolgação de ver esse negócio terminado, fui além...








Bom, se não ficar perdido por aí, ou parar em alguma gaveta, eu posto o resultado mais tarde.


P.S.: Não, eu também não sei do que se trata.




Não é que eu consegui...taí.




DA SÉRIE "SORTE" NO ORKUT - COM 100 PRATAS DÁ PRA VINTE COMER?

Sorte de hoje:
Você nunca mais vai precisar se preocupar em ter uma renda estável

Morrer ou virar mendigo? Eis a questão.

25 Janeiro 2007

DA SÉRIE - "UMA VEZ UM AMIGO MEU..." - Deixa eu cheirar tua mão!

"Merda pouca é bobagem!" - Guarde isso na mente pro final.

Por enquanto pense apenas em "Quando a esmola é demais..."

Felipe, um grande amigo meu de infância, é um desses hiporongas loucos que andam por aí com um barbão cheio, sandálias e vez ou outra uma garrafinha com bebidas estranhas. Enfim, tudo que um vendedor de uma Redley de búzios não é!

- Tu vai pra onde Felipe?!

- Trabalhar na Redley de Búzios.

- Assim do nada?

- É cara, vou ficar numa república louca lá.

Em um mês ele estava de volta. De sandálias, barbão, garrafinha no bolso, e no máximo, uma camiseta da Redley.

- Como foi lá?

- Legal...legal.

- Alguma estória?

- "A" estória!

Quando a esmola é demais...a gente fica tão feliz com ela que nem desconfia de nada.

Felipe Acordou naquele dia, com um sorriso fora do comum. A tal menininha que "parou na dele, bicho" resolveu: Ia dar! Marcaram no cantinho da praia, aquele mais escuro onde todos iam fazer algo que é melhor fazer num cantinho mais escuro.
Seu companheiro de quarto notou o sorrisão, e resolveu lhe dar mais motivos pra sorrir.

- Felipe, olha o que eu arranjei.

O tijolão prensado brilhava. Ou talvez era só o reflexo do brilho dos olhos do Felipe.

- Caaaaaaraaaaaaaaaca...

- Toma metade pra ti.

Pensou em sair na rua e cantar alguma bela canção, em dançar com velhinhas tostadas do sol de búzios, em fazer uma plástica para abrir mais o sorriso...mas Felipe é assim, quando pensa muito, paralisa.

Guardou o tijolinho planejando o cantinho da praia, aquele mais escuro, onde todos fumavam coisas que era melhor fumar num cantinho mais escuro.

A noite chegou, e o bolso pesou. Um pedaço do tijolo, colírio, seda, isqueiro e claro...camisinha.
A menina também se preparou, quer dizer, saiu de saia.

Felipe encontrou a menina e depois de beijinho aqui beijinho acolá, partiram para a empreitada. O cantinho era realmente escuro, e o máximo que deu pra sacar era um banquinho de cimento ideal para o plano.

- Peraí.

- O que foi?

- Assim num dá, minha saia tá agarrando. É melhor você sentar no chão.

" Juca achou uma nota de cinquenta na rua. "que sorte", pensou ele. Meia hora depois foi detido com uma nota de cinquenta falsa na padaria de Seu Getúlio.

Isadora arrepiou-se de medo quando viu a corja de velhinhas fofoqueiras se aproximando do elevador. Passaram direto, deixando Isadora subir sozinha. "Ainda bem". Quarenta minutos depois Isadora arrancava os cabelos suados, presa dentro do elevador, recebendo mil conselhos das corocas pela janelinha."

As vezes, as pessoas sofrem conseqüências graves por seus atos. Em outras situações, sofrem o que chamamos de azar. De fato, o que aconteceu com Felipe a partir do chão, foi tão absurdo, que o próprio azar duvidou. Qualquer pessoa que estivesse por ali diria "que merda", e se houvesse alguém por ali dizendo "que merda", talvez a merda não acontecesse. De qualquer forma, eles estavam sozinhos, ninguém disse "que merda" e aí...já viu....deu merda!

Sentado no chão, Felipe viu a menina erguer um pouco mais a saia e se preparar para sentar bem em cima dele. De cima dele, mais precisamente na testa, gotas de suor brotavam, denunciando uma duvida entre empolgação e nervosismo. A posição em que estava ainda não era a mais confortável. Ele precisava apoiar as mãos no chão. E foi aí, caro leitor, que o tempo parou!

O suor que descia da testa de Felipe, na mesma intensidade em que a menina descia para se sentar, era de nervosismo. Isso porque o suor do nervosismo é mais denso e viscoso, e acontece quando, por exemplo, alguém que esta prestes a se dar bem, procura apoio sentado no chão e acaba afundando a mão em algo mais denso e viscoso do que o suor do nervosismo.

- Emilio, vou te falar bicho! Na hora que eu meti a mão, eu tive certeza! Era merda humana!

Consegue sentir a tensão? Não? Então continuemos...

A menina sentou no colo do Felipe, e algo precisava ser feito.

- Mas era merda mesmo Felipe?

- Até aí eu não sabia...

- E tu não conferiu?

- Conferi...foi aí que eu errei.

Na dúvida entre merda, pedaço de Jaca e mousse de chocolate, Felipe pensou rápido. Puxou a menina num abraço com o braço livre e deu a volta, sem que ela visse, com o braço atingido por trás dela. Segurou firme o abraço, trouxe a mão pra perto do nariz e cheirou. Era merda.

Felipe não estava mais preocupado com sua mão. Ele estava cagando para a mão cagada. E isso porque agora ele tinha que pensar num jeito de limpar o pingo de merda que ficou na ponta do seu nariz.

- Tu ficou com merda no nariz!?!

- E eu tenho culpa de ser narigudo?!

E agora? Tá tenso? ok, vambora...

Uma mão abraçava a menina que não entendia o porque daquela carinhosa e apertada demonstração de afeto. A outra mão, cagada, não servia pra limpar o nariz, cagado. Só mesmo um milagre.

Nesse momento, um bando de pessoas correram sem rumo do cantinho escuro onde se fumam coisas que é melhor se fumar num cantinho escuro. Era a chance do nosso herói.

- Ihh, polícia...deixa eu dispensar o bagulho la no mar!!!

Felipe levantou rápido e correu mais rápido ainda até o mar. Pela primeira vez na vida estava agradecido em ver a polícia. Lavou a mão, esfregou o nariz, e tudo estava em ordem novamente. O cheiro não saiu da mão por completo, mas era melhor carregar o cheiro do que o produto, obviamente. Livre da tensão, agradeceu ao mar sorrindo e virou-se para voltar aos trabalhos. Desfez o sorriso e caminhou na areia deixando cair, assim como quem não quer nada, o tijolinho de dentro do bolso. A polícia estava falando com a menina.

- Que que houve?

- Eu que te pergunto cidadão, vocês estavam fumando maconha aqui?

- Nós?! Não, não, claro que não.

- Estavam fazendo o que?

- Estavamos conversando só.

"Conversando" é menos embaraçoso que "fudendo"...

- Ah é? Deixa eu cheirar tua mão então.

Felipe esticou a mão sem saber o que poderia acontecer, no mínimo curioso.

- Ok!

Nem Charles Dickens, com toda sua descrição poética, seria capaz de letrar a cara que o policial fez. A melhor descrição, talvez, seja mesmo "a cara de alguém que sentiu cheiro de merda bem de pertinho".

- Vocês estavam fumando maconha sim!

- Não estavamos não...é sério.

- Olha rapaz, eu vi você indo até o mar pra jogar fora o bagulho, ou você pensa que a gente é otário?

- Não fui no mar jogar bagulho fora! Não mesmo!

- Ah é? Foi fazer o que então?!

" Jogar fora um bagulho" é menos embaraçoso do que "lavar a mão de merda"...

Felipe ficou calado por alguns segundos procurando a melhor saída. Olhou para a cara da menina apavorada, olhou para o mar, seu único cúmplice. Voltou o olhar para o policial enfezado e então, explodiu!

- Quer saber? TAVA FUMANDO MACONHA MERMO! É ISSO AÍ, EU TAVA FUMANDO! PÔ, TODO MUNDO FUMA AQUI, QUAL O PROBLEMA?

O policial, talvez por susto, desfez a cara de mal e resolveu tratar o louco de forma sensata.

- Pô amigo, eu sei disso, mas num faz isso não. Ajuda a gente...

Voltou a ser polícia.

- ...que que tu tem aí no bolso?

Felipe foi passando item por item para a mão do tira. Colírio, seda, isqueiro e claro, a camisinha, que gerou risadinhas marotas para a menina apavorada.

O policial foi embora, a menina "perdeu o clima" e Felipe voltou pra república sem comer ninguém, sem maconha, e com a mão e o nariz cheirando a merda.

- Que merda né cara?

- Pois é, merda pouca é bobagem...

24 Janeiro 2007

VOCE VAI ME DAR O CÉU.

Deixe sua mente absorver essa idéia.

Essa vontade está tomando conta de você agora.

Você não consegue mais resistir.

A vontade é incontrolável e você só consegue pensar em dar isso para o Tobé.


- Essa é uma técnica de mensagem subliminar e hipnose. Agora que você já absorveu o comando, passe o mouse sobre "link para esse post" veja sua barra de status no navegador ou clique sobre e leia sua barra de endereço. Depois me liga.


*Credito pela observação para Contraditorium

OLÊ, OLÊ.


Quase todo mundo de certa forma acredita que a velha máxima do bem sempre triunfante é uma das verdades supremas. Essas e outras afirmações como “Quem trabalha será recompensado”, “O que vale é a beleza interior” e “Não faça com os outros, aquilo que você não gostaria que fizessem com você” talvez até sejam alguns dos motivos da nossa sociedade não ter entrado em um colapso definitivo, mas não quer dizer que seja reflexo da verdade.

Um animal “racional” não precisa ser veloz, ter uma carcaça dura ou dentes e presas afiadas para obter a supremacia. É difícil admitir, mas o que separa os fortes dos fracos na cadeia alimentar na categoria Homo Sapiens do reino animal, é uma coisa abstrata chamada consciência no sentido de “Faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados” como diz o Orélio. Pessoas desprovidas dessa “faculdade” geralmente não “jogam” de acordo com as regras, mas isso não elimina a sensação de vitória no fim do jogo.


ACOMPANHANDO A LÓGICA PARA DUMMIES.

Imagine que a vida fosse uma final de campeonato de futebol, de preferência não narrada pelo Galvão Bueno, onde partida seria disputada pelo Sem Mãe Futebol Clube X Atlético Bons Samaritanos. O campeão leva uma vaga na primeira divisão e uma quantia razoável em dinheiro.

No início da partida o Sem Mãe Futebol Clube tem a posse de bola e na primeira dividida com o meio-campo do time adversário dá uma cotovela na cara do oponente, quebra o nariz dele, pega a bola com as mãos e corre em direção ao gol. Alguns jogadores do Atlético Bons Samaritanos até tentam deter o atacante do Sem Mãe FC dando um carrinho pela frente (porque por trás é falta), mas são pisoteados com uma chuteira com travas de prego e ficam sem condições de jogo. O goleiro sai do campo com medo e o Sem Mãe FC marca no estilo futebol americano o primeiro dos 1.042.748 de gols da partida, curiosamente o mesmo número de pessoas em uma comunidade chamada “Bonzinho Só se Fode “ numa certa rede de relacionamentos da internet.

Pouco antes do termino da partida, um dos jogadores do Atlético BS tentou aderir a técnica de não utilizar os pés, mas o juiz que tinha sido comprado por um grupo de cartolas mafiosos apitou a falta e disse para o jogador que para fazer isso, teria que trocar de camisa e passar a jogar no time adversário. Como apesar de tudo ele se sentia bem no time que estava, mesmo que fosse perdendo, ele voltou a jogar com os pés e até conseguiu marcar um gol de cagada do meio de campo.

No fim da Partida o Sem Mãe FC foi consagrado campeão. A torcida chamou o juiz de ladrão, mas como ele era um deputado paulista que teve o segundo maior número de votos na eleição passada, isso era apenas um pleonasmo que não teria conseqüências em função da imunidade parlamentar.

O Atlético BS decidiu entrar com um recurso para anular o resultado do jogo. Até foi difícil achar um advogado entusiasta do time e disposto a dar continuidade na causa, mas depois de muito procurar eles conseguiram dar entrada no processo. As mães dos jogadores tentaram animar o time dizendo que a justiça divina será feita. Agora resta ao time torcer para que Deus não seja brasileiro.

DIAS NORMAIS - Janeiro nem é mês...

Abrir os olhos foi fácil, difícil mesmo foi desmontar meu corpo daquele sofá de dois lugares. Tava tudo lá do jeito que eu tinha deixado na noite anterior.

Na casa de Maricá, talvez a principal regra seria não seguir regra nenhuma. Seria. A única coisa que é tratada com seriedade é "trancar a casa". Existe a dúvida sobre a seriedade na hora de comprar mais cerveja, mas isso ninguém lembra. Seguindo o bom senso e a ordem natural dos fatos, a regra mor deve ser executada pela última pessoa a se deitar. Conclusão: Eu virei o porteiro da casa de Maricá.

- Vai ficar aí?

- Vou ler um pouco.

- Ok, não esquece...

- De fechar a casa. Deixa comigo.

Porta da piscina, portão dos carros, porta lateral, porta principal e pronto. Estava livre para começar a ler.

Os livros me entretêm. Os filmes me fazem sonhar. Pouco antes do reveillon, eu pensava pela "quilhonésima" vez sobre como a vida poderia ser um filme, onde ninguém fala sem esperar o outro acabar, onde os tiros só pegam onde devem acertar, onde cada fato, minuciosamente, tem seu lugar e, claro, onde uma turminha do barulho que adora confusões tem muito o que aprontar!

- Vai passar o reveillon sozinho com um monte de casais, Emilio?

- Vou. Não me apareceu ninguém.

- Pois é, a vida não é um filme.

- Na pior das hipoteses, ou eu passo o reveillon lambendo a cara de um cachorro vira-latas, ou passo pelado dentro do mar.

A vida pode até não ser um filme, mas que quase tudo se parece com os primeiros 40 minutos de uma larga tela de cinema, isso eu não discuto. O que não faz da vida um filme, é o desfecho.
Ahh, e também a falta das letrinhas subindo.

Me desloquei do sofá de dois lugares e tudo estava lá, do jeito que eu tinha deixado. Tudo trancado. Abri as portas e lá estava o mar roncando seu barulho de sonrisal gigante. A piscina estava limpa, a churrasqueira pronta para sua maratona, e no canto do jardim, uma mancha marrom misteriosa se mexia de alguma forma que só as coisas misteriosas têm.
Esfreguei o olho, como fazem nos filmes e a imagem não me pareceu mais nítida. Malditos filmes. Acendi um cigarro e continuei de pé na varanda procurando entender o que era a tal mancha marrom. Alguém acordou no andar de cima fazendo um barulho danado, e aí a mancha levantou a cabeça.

Era um cachorro.

Estavam lançados os créditos iniciais. Eu não devo ter notado por estar fixado no cachorro, mas algo me dizia que em algum lugar daquela cena, meu nome aparecia seguido talvez pelo nome do raio do cachorro que surgiu sabe-se lá como, já que a casa estava toda trancada.

Meu nome seguido do nome do cachorro...qual o nome do cachorro?!

- Que isso?

- Um cachorro.

- Como ele entrou aqui?

- Sei lá.

- Tu esqueceu de fechar a casa?

- Não.

- Então como esse bicho surgiu?

- Sei lá.

- Que absurdo!

Estrelando Emilio Dantas e o cachorro Absurdo!

Petelequei o resto do cigarro e gritei:

- ABSURDO! VEM CÁ!

O bicho levantou a cabeça e em seguida o corpo. Era um vira-lata safado, velho e pelo que tudo indicava, antendia por qualquer porra que o chamassem.

- VEM ABSURDO!

A "mancha" veio se esgueirando pelas plantas até chegar bem perto da varanda. Sentou e ficou olhando pro nada. Chamei o bicho de absurdo de novo e, para minha surpresa, ele deu um solavanco e só parou porque a varanda era um pouco mais alta que o chão. Não, ele era capaz de subir a varanda, o que o fez parar foi uma focinhada violenta no concreto do degrau.
Aquilo me assustou. Depois me deixou intrigado. Ele olhava pra mim como um idiota pedindo comida.

Deve estar com fome.

Fui na cozinha e voltei com um pedaço de pão. Parei do lado dele e o bicho continuava olhando pro angulo que eu ocupava na primeira chamada. Não tinha mais duvidas. O Absurdo era cego.
Voltei um pouco meus pensamentos e cheguei a conclusão de que, se aquele cachorro velho e cego entrou numa casa trancada fazendo todo mundo de palhaço, eu merecia o posto de coadjuvante.

Estrelando Absurdo e Emilio Dantas!

A mãe do João Paulo chegou na varanda tentando entender os berros.

- O que é tão absurdo?

- Esse cachorro entrou aqui com a casa toda fechada e ainda por cima é cego.

- Tadinho...já deu nome pra ele.

Uma estrela não pode se chamar absurdo.

- Não. Pensei em "Stevie Wonder", ou "Ray Charles"...

- Já viu Ray?

- O filme?

- É!

- Ainda não...

- Mistura os dois.

- Stevie Ray!

Ele seguiu a voz. Estava ali meu companheiro do reveillon.

" Vou te explicar de novo Emilio, não é a vida que não é um filme. Os filmes é que não podem ser iguais a vida. Esse é o proposito! Criar algo que seja diferente do que você vive, pra que você reflita, procure imitar, ou só se divirta, sei lá..."

Passei três dias acompanhando o progresso de Stevie Ray. Aos poucos ele foi sacando cada canto da casa e não dava mais tantas cabeçadas por ali. A dieta era a base de pão de forma, porque ninguém queria ver o pobre Stevie Ray dando cabeçadas na churrasqueira atrás de carne.
No segundo dia, notei umas feridas na parte debaixo da cabeça. Dele, não minha. Arrumei um remédio em spray com a mãe do João Paulo e no primeiro espirro o cegueta saiu em disparada derrubando tudo pela frente. Não estava maios ligando pra casa cheia de casais. Stevie Ray seria o primeiro a ganhar um feliz ano novo!

Seria.
Na manhã de reveillon, assim como apareceu, Stevie Ray sumiu. Com a casa toda trancada. Provando que a vida não é filme.

- Emilio, pensa comigo...se a estrela era o Stevie Ray, a vida é filme sim. Ele surgiu, sumiu e fim.

- E as letrinhas?

- Que letrinhas?

- Esquece...

- Bom...e o que você vai fazer? Já é quase meia-noite e teu cachorro absurdo sumiu.

- Eu? Vou entrar no mar pelado.

De volta da casa de Maricá, talvez procurando uma ligação entre as sinopses bem escritas e a vida por linhas tortas, rumei direto pra locadora.

- Vai levar esses seis de uma vez?

- Isso. Tem alguma dica?

- Já viu Ray?

- Não.

- Então veja.

- Depois eu pego, já tem muito filme aí e acho que vou passar o mês inteiro alugando essas coisas.

- Tudo bem...Janeiro nem é mês mesmo!


THE END
Cast
Vira-latas.........................Stevie Ray
Porteiro de Maricá......Emilio Dantas
Mãe do João Paulo........Tia Glorinha
Atendente da locadora...........Juliana
Galera de Maricá.....Galera de Maricá
Pão de forma..........................Vickbold
Texto..............................Emilio Dantas
Direção........................................Acaso
"Baseado na vida e obra de Stevie Ray."

23 Janeiro 2007

DA SÉRIE "SORTE NO ORKUT" - MALDITOS SPAMS

Sorte de hoje:
Em breve você receberá uma mensagem especial.

- Aumente seu pênis!!!
- Super Festa Vibe Hype Tecno Acid Drum'n Trance na Boate Hotnight.
- Você recebeu um cartão de lulu lindinha. Clique aqui para vê-lo (...e ficar com o computador mais infectado do que uma prostituta africana).

Só uma mesagem?

07 Janeiro 2007

A PROPAGANDA E ALMA DO "NEGÓCIO"

04 Janeiro 2007

NOVA SÉRIE - " UMA VEZ UM AMIGO MEU..." - Vamos desenhar amiguinho?!

- Vocês vendem esses tubos de ensaio?

A pergunta vinha da mulher esquisita do outro lado do balcão. E como todo balcão tem um lado e o outro, quem ocupava o "um" era meu amigo Raul.

Raul, além de ser vocalista da banda BR-101, é também "biqueiro" profissional. Cada vez que lhe encontro ele está num emprego diferente. Já esteve no famoso balcão do ACONCHEGO CARIOCA, já passeou na rua com uma mochila recheada de fitas VHS e DVD's fazendo entregas para uma locadora, e dessa vez, Raul estava atrás de um balcão de novo.

- Que loja é essa, Raul?

- Saca esses perfumes caros pra caralho que nós não temos dinheiro pra comprar?

- Sei. Os famosos.

- Pois é, essa loja faz aquelas imitações que são vendidas nuns tubinhos de ensaio.

Os famosos tubinhos. Com etiquetas marcando os nomes originais. Aí, o azarro vira "tubinho - 31", o CK one - " Tubo -40", e etc e tal. Se você nunca comprou um desses, pelo menos já experimentou algumas gotas vindas de uma pastinha devidamente organizada de alguma amiga desempregada da sua tia-avó.

Eis que surgia a pergunta no balcão:

- Vocês vendem esses tubos de ensaio?

Raul, que trabalhava ali a pouco tempo, Estava pronto para atender àquela senhora esquisita, já que as senhoras esquisitas são figurinhas fáceis nesse tipo de loja. Ele só não estava pronto para vender apenas os tubos de ensaio.

- Olha, sinceramente não sei te dizer...quantos a senhora precisa?

- De muitos...eu vou fazer um evento e queria usa-los.

O máximo que Raul poderia fazer era anotar o numero da senhora e retornar quando tivesse uma resposta.

- Eu posso anotar o número da senhora e retornar quando tiver uma resposta.

- Ok. Então anote aí...

- Qual o nome da senhora?

- Beth. Beth Azulay.

"Você mora no 14 e a senhora cheia de sacolas que entrou no elevador contigo mora no 15. Falar "calor né?" é um erro.
Você está numa fila e o sujeito na sua frente faz o comentário "isso é um absurdo". Você faz qualquer mínimo gesto concordando. É um erro.
Um bebado passa o braço por seus ombros esticando um copo vazio. Você enche seu copo sorrindo e diz para seus amigos "deixa o cara!". É um erro."

- Azulay? Se escreve igual ao Daniel Azulay?

" Não podemos dizer que Raul tenha cometido um erro. Mas essa pergunta foi como se ele entrasse no elevador com a velha, pegasse a tal fila ou até mesmo sentasse para beber na futura companhia de um bebado."

- Isso mesmo. Inclusive eu sou esposa dele!

- Que legal. Eu assistia aos programas do seu marido!

"...errou..."

- Não brinca?! Quer dizer que você é fã do Daniel?

- Não..quer dizer, sim...eu nunca consegui desenhar igual a ele, mas acompanhava o programa sempre que podia...

- Ahhh que barato Raul...ele ia adorar saber disso...aliás...peraí.

A senhora louca, ou Beth Azulay, como quiser, meteu a mão na bolsa e sacou o celular. Raul pensou em sair correndo, em gritar, em se abaixar no balcão, ou até mesmo em vender 500 tubos de ensaio sem perguntar nada para seu chefe. Raul pensou em tantos caminhos para fugir, que todo tempo que ele tinha para realmente fugir, ele gastou pensando.

- Isso meu amor...eu tô aqui na loja dos tubos de ensaio e o Raul é um menino muito bacana...

- Senhora...eu...

- É Daniel! Ele é seu fã!

- Não...peraí...

- Vai, vai sim!

- Vai sim o que? eu...

- Vou passar pra ele...

- Não! Eu...eu...Oi SEU DANIEL!

Aqui Raul pensaria em se matar com cacos de tubos de ensaio. Pensaria se tivesse tempo de pensar.

- OOOOiiii amiguinho Raul!!!! Tudo bem?! Como você está!!!

- Tudo legal...eu...

- Ahh que legal! Quer dizer que você é meu fã, amiguinho?! Muito algodão-doce pra você!!!

- É que eu...

- Olha...já que você trabalha com tubos de ensaio, não esquece de guardar um para o Professor Pirajá!!!

- Ahh...tá legal...



Este aí é o ilustre Professor Pirajá. Personagem da turma do lambe-lambe, desenhado e dublado por Daniel Azulay e futuro comprador de tubos de ensaio através do "amiguinho" Raul.

- Vai separar alguns para o Professor Pirajá?

- Vou sim, pode deixar...

- Ahh que legal amiguinho, ele vai ficar feliz...aliás...olha ele aí!

Você se lembra da voz do Professor Pirajá? Nem eu. Apostaria também que dadas as circunstancias apenas duas pessoas responderiam sim: Beth e Daniel Azulay.

O fato é que o pobre e indefeso Raul, se não lembrava, foi obrigado a lembrar.

- ôôô...oh oh..Raul, meu amiguinho, aqui é o Professor Pirajá...como vai?

- Bem..eu acho...

- Olha, quero que você me mande alguns tubos de ensaio ok? Você é um garoto muito legal!!!

- Obrigado.

- Então está bem...o Daniel esta mandando muito algodão-doce pra você!!! Fica com Deus amiguinho!!! Tchau! Tchau!

Raul devolveu o telefone para a emocionada Beth Azulay que desligou, deixou o número e em seguida, a loja.

Raul sobreviveu. Mas ainda acorda no meio da noite com "Amiguinhos", "tubos de ensaio" e "algodões-doces" ecoando em sua cabeça.

03 Janeiro 2007

DA SÉRIE "SORTE DO ORKUT" - Ah tá...



Sorte de hoje:
"Você terá felicidade e harmonia na sua vida amorosa"

Bom ... se tem harmonia, ele deve estar falando de musica.

DA SÉRIE "SORTE NO ORKUT" - UM BONDE PELA BUNDA

Sorte de hoje:
Não deixe que os amigos abusem de você.


- Vou começar a seguir o manual do caroneiro. Agora só entra no meu carro se rolar um gargaflex.