A tal da comédia em pé, que eu não sei mais se é ou não é mais moda, ainda tem suas surpresas.
A estória é a mesma...alguém abre a porteira e a boiada vem que vem.
Exemplificarei com o "case" pagode:
"- No rádio alguém cantou chorando e o mundo quis saber quem era aquele corno tão sofrido e judiado. Ele precisava de amor, coitado e aí fomos buscar informações...
- Descobrimos que o corno-chorão vinha acompanhado de mais uns 8 ou 15, variando pela quantidade de percussão, ou de amigos necessitados e por aí vai.
- Alexandre Pires usava bigodinho, cabelo "soul glow", coletinhos e calças coloridas. Tava pronta a invasão, o troço se chamava pagode e tava em alta. Como diria minha vó, "Pode vir que tá na mesa!".
- Apareceu um chorão, mais chorão do que o primeiro chorão, com letras mais meladas que o beijo mais doce que o mel num mundo de algodão-doce, a cabeça mais enfeitada, acompanhado de uns 17 entre filhos e parceiros de pelada e...novidade...uniformes!
Negritude Jr. chegou pra aumentar o coro.
- Depois vieram mais e mais lágrimas e sofrimento...até que a moda como toda boa moda resolveu que era hora de ter "um braço", ou uma "nova vertente" , como quiser...os uniformes permaneceram, a cabeçada também, mas era hora de mostrar o lado humorístico da coisa...e veio o Molejo.
- Depois veio mais humor e mais choro, e aí era hora de atacar no terceiro tiro infalível no Brasil.
Porque aqui é assim.
A gente gosta de sofrer; gosta de rir, e gosta de misturar!
- O resquicio da moda anterior eram os sertanejos, e ai o Art Popular agarrou o Daniel e o falecido João Paulo, o Molejão regravou Titãs, O Alexandre Pires já queria investir na gringa e a coisa foi tomando o rumo inevitável...o tiro derradeiro...a apelação...em suma, o sexo.
- Depois das bundas, a gente já não sabe mais o que é o que, até porque afe-maria-que-bunda e não existe mesmo o porque de saber do que se trata o resto.
- Chega a hora dos que tentaram, tentaram e não tiveram espaço, mas depois da bunda, a classe se divide, e ai se cria os "sérios" e os "bundas"...e para os sérios vem o Katinguelê, os Travessos e adjacências.
- Um dia, todos eles passam pela banheira do Gugu e quando a profecia se concretiza, fica decretado o fim de uma Era abrindo espaço para uma nova moda."
Depois dessa explicação breve, estipule os pontos e entenda que o stand-up comedy, ou comédia em pé já passou da fase braços, já alcançou as "banheiras" com o Altas horas e o CQC e agora tá ali, na onda da pescaria.
E é nesse momento que eu gostaria de mostrar o vídeo abaixo, onde para minha surpresa, eis que surge por detras das cortinas da moda, ele...SERGINHO MALLANDRO!!!
Eu não tenho o que dizer do cara, é um ídolo. Nunca tive ataques de tietagem, mas no dia em que vi o Mallandrovisk na rua, eu tremi na base. É um herói...não salvará o stand-up das profecias da moda, mas é um Herói!
Com vocês, Sérgio Mallandro!
24 Junho 2009
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1 comentários:
e Farofa eu sempre lembro de vcs! hahaha
Machado de Alencar?????? hahaha
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